O Temporas, O Mores!

“O Tempora, O Mores!”

Cícero – Século I a.C.

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A expressão latina “O Tempora, O Mores!”, significa: “Oh, tempos! Oh, costumes!”. Ela foi usada por Cícero, famoso orador e político romano (século I a.C.), para expressar espanto e indignação por uma época decadente e uma situação escandalosa. Em alto e bom latim, Cícero denuncia a corrupção, a deslealdade e a ameaça à sua nação.

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Em nossos dias, a situação não é muito diferente. A expressão de Cícero cabe bem diante das atitudes e tendências atuais, pois vivemos tempos emergentes e costumes menos recomendados: onde está o respeito pelos mais idosos? Onde está o amor pelo próximo? Onde está o zelo pela família? Onde está a educação dos filhos? Onde está os bons costumes? Onde está o temor a Deus?

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Rui Barbosa (advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador brasileiro), presenciou tais mudanças de maneira clara, dizendo: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

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É no cenário de injustiça e desrespeito que a igreja deve exercer influência. Jesus disse: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar?” (Mt. 5.13). A comunidade cristã não pode se mudar os padrões regularizados. O secularismo é uma desgraça. É dever de cada cristão revelar seu inconformismo com relação a sociedade alienada e descomprometida com os valores do Reino de Deus. O apóstolo Paulo adverte: “E não vos conformeis com este século” (Rm. 12.2).

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A Escritura Sagrada não ensina a vivemos em casulos, enclausurados ou alheios ao mundo. Jesus (o Filho Eterno de Deus), não orou ao pai pedindo para que tirasse os Seus discípulos do mundo (Jo. 17.15). A importante exortação bíblica é quanto aos hábitos e costumes que se distanciam da Palavra de Deus. Por isso Jesus advertiu, dizendo: Acautelai-vos do fermento dos fariseus” (Lc. 12.1). Nada é mais nocivo que a educação cristã afetada pelo veneno do relativismo.

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Nosso compromisso diante dos tempos e dos costumes pós-modernos, é viver pelos princípios cristãos revelados na santa Palavra de Deus, com amor, respeito e humildade; jamais segundo as nossas forças, pelo contrário, sempre na dependência Daquele que “é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 24). A Ele seja a Glória para sempre!

Rev. Célio Gomes de Azevedo

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