Pastoral sobre o Oficialato

(Em cumprimento ao Art. 111, parágrafo único)

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1ª Parte

Diretrizes Históricas

Com o crescimento e a expansão da igreja, no século um, surgiram múltiplas necessidades relacionadas com a organização, a edificação, a evangelização e a beneficência. Sob a direção do Espírito Santo, os apóstolos promoveram, em Jerusalém, a eleição de diáconos; depois, constituíram presbíteros em cada cidade onde se estabeleceram as novas igrejas (cf. At 6.1-7; 14.22-23; Tt 1.5).

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As primeiras igrejas do Novo Testamento começaram logo a ser governadas por presbíteros eleitos pelas comunidades. Em Atos dos Apóstolos, vemo-los administrando: recursos materiais, julgando questões doutrinárias e resolvendo conflitos.

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Atos 14.23 é a primeira passagem que fala sobre a instituição ao presbiterato em igrejas locais. Fica claro que o apóstolo Paulo seguia essa prática nas igrejas que estavam sob sua responsabilidade (Tt 1.5). Em Atos 20.17-35, os presbíteros são instruídos acerca do significado e das atribuições do seu nobre ofício. A grande relevância do presbiterato cristão também é ressaltada em textos como 1 Timóteo 3.1-7 e 1 Pedro 5.1-4.

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Com a benção de Deus, crescem também as igrejas nos tempos atuais. As exigências do ministério se multiplicam. Dessa maneira, temos necessidade de presbíteros. Ser ‘presbítero’ é um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade.

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Vejamos esse ofício à luz da Palavra de Deus

01. Pastorear o rebanho juntamento com o pastor local (cf. At 20.17-18; 1Pe 5.1-3).

02. Ensinar a Palavra de Deus (cf. 1Tm 3.2; 5.17)

03. Refutar e repreender os que contradizem a Verdade (cf. Tt 1.9,11)

04. Governar, presidir, liderar a igreja de Deus (cf. 1 Tm 3.4-5; 5.17)

05. Orar, visitar e acompanhar os enfermos (cf. Tg 5.14)

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Em 1Pe 5.1-3, vemos que os presbíteros (incluindo os pastores) devem ser “modelos do rebanho”. Em 2Tm 2.2, fala de “homens fieis e idôneos”. O mesmo apóstolo, nas duas passagens mais conhecidas sobre presbíteros e diáconos, enumera cerca de vinte qualificações que esses oficiais precisam ter (cf. 1 Tm 3.1-12 e Tt 1.5-9). São elas: irrepreensível, esposo de uma só mulher, bom chefe de família, hospitaleiro, temperante, sóbrio, modesto, não dado ao vinho, não violento, cordato, inimigo de contendas, não avarento, apto para ensinar, não seja neófito (novo na fé e sem maturidade espiritual), bom testemunho dos de fora e piedoso.

 

Rev. Célio Gomes de Azevedo

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